sábado, 14 de fevereiro de 2015

FALECEU HÉLÈNE MISSOFFE, AVÓ DE DONA CHARLOTTE TASSO DE SAXE-COBURGO E BRAGANÇA







Em 22 de janeiro de 2015, em Paris, faleceu aos 87 anos, Hélène Missoffe, destacada política francesa, avó de Dona Charlotte Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança.


Nascida Hélène Mitry, era pertencente a tradicionais famílias francesa, Héléne era filha do Conde Emanuel de Mitry e da Condessa Marguerite, nascida de Wendel. Descendendo, por seu pai, da Casa dos Condes de Mitry, do qual deriva Charles Joseph, e, por sua mãe, da notável família de Wendel, com títulos no Sacro Império Romano, no Ducado de Lorena, no Reino da França e na atual república francesa, Senhores de Longlaville e do Castelo de mesmo nome em Hayange, pertencentes a cavalaria do Duque Charles IV de Lorena.


Hélène se casou com Françoise Missoffe (1919-2003), político, diplomata francês e Grande Oficial da Legião de Honra, filho do Almirante Jacques Missoffe, com quem teve oito filhos.


Tanto Hélène, quanto Françoise tiveram ativa vida política, militando em partidos de direita. Ele, envolvido com movimento pró França na Segunda Guerra Mundial, foi eleito deputado por Paris, Secretário de Estado do Comércio, Embaixador da França no Japão, foi ministro da Juventude e dos Esportes e responsável pela missão do Ministério dos Negócios Estrangeiros na Ásia. Ela, eleita consecutivas vezes deputada e Senadora foi também Ministra de Estado da Saúde e da Segurança Social e foi uma defensora da criação de escolas católicas privadas, que hoje atendem mais dois milhões de crianças em mais de nove mil estabelecimentos.


Dentre os filhos casal, destacaram-se Alain Missoffe, que foi vice presidente do Conselho Econômico e Social de Lorena, e Françoise Panafieu, vereadora, prefeita, deputada, conselheira e ministra francesa, casada com Guy de Panafieu, importante executivo e financista, foi diretor da Lyonnaise des Eaux, departamento de águas e saneamentos francês, ex-presidente do grupo público Bull, pais de Dona Charlotte, que casou em 2000 com Dom Afonso Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança, filho de Dona Walburga, nascida Arquiduquesa da Áustria e Princesa da Toscana, e de Dom Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança, herdeiro da segunda filha do Imperador Dom Pedro II, a Princesa Dona Leopoldina.



A família Panafieu: Marc, Dona Charlotte, Françoise e Guy
Foto: Corbis




Dona Charlotte declarou, há alguns anos, ao jornal Le Express, que sua mãe, assim como sua avó, conseguiu provar que é possível ter uma vida de ativismo político e grandes responsabilidades profissionais, aliadas a uma vida familiar bem sucedida.


Hélène Missoffe também era Oficial da Legião de Honra. Seu funeral ocorreu em Seine-Maritime.



domingo, 25 de janeiro de 2015

NASCIMENTO DO CONDE LOUIS BERNHARD, FILHO DOS CONDES DE STOLBERG-STOLBERG







Dona Graça, Dom Fernando e Dona Isabel, o Conde Alexander, a Condessa Jacqueline e o Conde Franz Joseph de Stolberg-Stolberg, durante o casamento em 2009.
Imagem: Blog Monarquia Já


Nasceu em Bruxelas, no dia 16 de dezembro de 2014, o Conde Louis Bernhard Josef Maximilian Diniz Rafael Nuno Karl Pius Baudouin Maria, filho de Dona Isabel de Orleans e Bragança e do Conde Alexander, Conde e Condessa de Stolberg-Stolberg.


Diretamente da Europa, o Conde Alexander explica os nomes:


Louis - em português Luís - em homenagem a São Luis, Rei da França, grande Santo e modelo de Chefe de Estado, do qual os pais descendem e que inspirou o nome do atual Chefe da Casa Imperial do Brasil, S.A.I.R, o Príncipe Dom Luiz, tio-avô do pequeno Conde. Nome igualmente alusivo ao Beato Louis Martin, pai de Santa Teresa de Lisieux - Santa pela qual o casal possui grande devoção. O nome, seguindo a tradição, também homenageia a Princesa Dona Luiza, irmã de Dona Isabel, que será madrinha da criança.


Bernhard - em português Bernardo - homenagem a São Bernardo de Claraval (em alemão St. Bernhard), Monge Cisterciense, grande reformador da Ordem. Autor do "Tratado do Amor de Deus", redator do belíssimo hino "Ave Maris Stella" e, por sua clareza teológica, nomeado Doutor da Igreja.


Josef - em português José - uma homenagem ao avô paterno, S.A.I., o Conde Franz, se refere também a São José, o esposo da Mãe de Deus, Padroeiro da Igreja Universal.


Maximilian - em homenagem ao tio e padrinho, o Conde Maximilian de Stolberg-Stolberg.


Diniz - segundo dos oito nomes do Príncipe Dom Fernando de Orleans e Bragança, avô paterno. Faz referência ao Rei Dom Diniz I, 6º Rei de Portugal, Soberano sábio, culto e dedicado, do qual a criança descende.


Rafael - o Arcanjo - nome tradicional dos Bragança [Miguel Gabriel Rafael Gonzaga], também nome do primo de Dona Isabel, o Príncipe Dom Rafael de Orleans e Bragança, que será o futuro Herdeiro do Trono Brasileiro. São Rafael Arcanjo também é devoção do Conde Alexander.


Nuno - referência a São Nuno de Santa Maria, o Santo Condestável de Portugal. Grande homem que defendeu o território e a nacionalidade portuguesa, ajudou a fundar a Dinastia de Bragança.


Karl - em português Carlos - uma homenagem ao Beato Carlos da Áustria, último Imperador daquele país e Rei da Hungria, que teve vida familiar e política exemplares. O Conde e a Condessa de Stolberg-Stolberg noivaram na data da festa litúrgica do Beato Carlos, em 2008.


Pius - em português Pio - São Pio de Pietrelcina, Padre Santo, de grandes virtudes, Confessor e Conversor.


Baldouin - em português Balduíno - homenagem ao Rei Balduíno da Bélgica, modelo de estadista do século XX, temente a Deus e fiel a Igreja.


Maria - a Santíssima Virgem, Mãe de Nosso Senhor. Desde 1800, tradicionalmente o último nome dos membros da Família Stolberg-Stolberg em forma de agradecimento pela conversão ao Catolicismo (Pentecostes de 1800)


O pequeno Conde Louis é neto, por seu pai, dos Condes Franz Joseph e Jacqueline de Stolberg-Stolberg, de Casa de antiga nobreza da Europa, tendo antepassados que já permeavam a história desde 1200, (maiores detalhes sobre a genealogia da Família Stolberg-Stolberg, aqui). Por sua mãe, é neto do Príncipe Dom Fernando e da Princesa Dona Maria da Graça de Orleans e Bragança, sendo portanto, o 15º bisneto do Príncipe Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança (1909 - 1981), Chefe da Casa Imperial do Brasil (1922 - 1981) e da Princesa Dona Maria de Orleans e Bragança (1914 - 2011), nascida Princesa da Baviera.


Dona Isabel, Condessa de Stolberg-Stolberg, e o filho, o Conde Louis, passam bem e são auxiliados pela avó, a Princesa Dona Maria da Graça, muito orgulhosa com nascimento do primeiro neto.

sábado, 24 de janeiro de 2015

ELEITA NOVA DIRETORIA DO CÍRCULO MONÁRQUICO DO RIO DE JANEIRO









O Círculo Monárquico do Rio de Janeiro, "Dom Luiz de Orleans e Bragança, o Príncipe Perfeito", acaba de eleger nova diretoria que conta com grandes nomes do Movimento Monárquico Brasileiro.


Foi eleito para o cargo de Chanceler, o médico Dr. Bruno Hellmuth, destacado monarquista, que assumiu desde sua posse o compromisso com a juventude e o estreitamento dos contatos com monarquistas dos diversos Estados, além do fomento à criação de órgãos congeneres em todo o Brasil. Dona Maria Cecilia Pires Albuquerque Penna, membro de uma das famílias mais tradicionais do Brasil, foi eleita 1ª vice Chanceler, seguida do Dr. Charles van Hombeeck Junior, grande monarquista carioca.


Confira o discurso de posse de Dr. Bruno Hellmuth:
“Prezados Monarquistas do Rio de Janeiro
Ao mesmo tempo que me sinto muitíssimo honrado por ter sido escolhido pelos correligionários mais atuantes desta cidade para ocupar o cargo mais alto do Círculo Monárquico do Rio de Janeiro, preocupa-me a enorme responsabilidade de suceder a chanceleres que prestaram inestimáveis serviços à nossa Causa, como o Prof. Otto A. de Sá Pereira, Ohannes Kabderian e Carlos Eduardo Artagão.
Vejo-me agora imbuído da difícil missão de encabeçar a mais antiga organização monarquista fundada após a promulgação da Constituição de 1988, cujo foco sempre foi e continuará sendo a luta determinada pela Restauração da Monarquia Constitucional Parlamentar no Brasil, com total lealdade à Casa Imperial atualmente sob a Chefia de Sua Alteza Imperial e Real Dom Luiz Gastão de Orleans e Bragança.
A seguir apresento os cinco principais pontos do programa de trabalho elaborado para o próximo biênio.
1 - Trabalhar para o crescimento continuado do CMRJ em número de sócios e simpatizantes, com ênfase na atração do público mais jovem. A principal ferramenta para este propósito será a página na Internet, a ser reativada a curto prazo, juntamente com uma atuação constante nas mídias sociais (p.ex. Facebook).
2 - Dar continuidade rigorosamente à programação iniciada em 2013, de realizar com o maior brilho possível as comemorações das três datas históricas escolhidas - 13 de maio, 7 de setembro e 2 de dezembro - objetivando a atenção do grande público para a opção Monárquica, além de contribuir para a visibilidade dos nossos Príncipes.
3 - Manter contatos frequentes com os políticos que apoiamos nas eleições de outubro - e que se elegeram - solicitando a liberação de espaços físicos e a participação nas comemorações acima referidas, além de sua atuação como legítimos representantes dos monarquistas nos legislativos municipal, estadual e federal.
4 - Desenvolver a sistemática de arrecadação de contribuições para a formação de fundo de caixa necessário para as despesas com os eventos.
5 - Desenvolver o relacionamento do CMRJ com os monarquistas residentes em outros municípios do Estado, estimulando a formação de Círculos onde estes ainda não estejam formalizados.
Mãos à obra.
Peço a Deus que ilumine os trabalhos desta Diretoria.”


A Direção do Círculo Monárquico do Rio de Janeiro atualmente conta com os seguintes nomes:


Chanceler – Bruno Hellmuth, brasileiro, casado, médico.


1ª Vice Chanceler – Maria Cecilia Pires e Albuquerque Penna, brasileira, casada, jornalista.


2º Vice Chanceler – Charles van Hombeeck Junior, brasileiro, casado, procurador de justiça.


Secretário Geral – Leandro de Jesus Barreira Pereira, brasileiro, solteiro, professor.


1º Secretário Adjunto – Paulo Cajueiro Roberto Alves, brasileiro, casado, médico.


2º Secretário Adjunto – Penhair Bettencourt Bernardone Zimma Carloti, brasileira, solteira, relações públicas.


Diretor Financeiro – José Luciano Cavalcanti de Albuquerque, brasileiro, solteiro, arquiteto.


Diretor Financeiro Adjunto – Tarcísio Collyer Ferreira Lima, brasileiro, casado, engenheiro.


Diretor Cultural- Gutemberg Santana de Castro, brasileiro, casado, militar.


Diretor Social - Ohannes Kabderian Júnior, brasileiro, solteiro, economista.


Diretor Social Adjunto – Gilma Benigno, brasileira, casada, profissão Empresária.


Diretora de Comunicação - Maria Cecilia Pires e Albuquerque Penna, brasileira, casada, jornalista.


Diretor Jurídico - vago


Uma das primeiras medidas tomadas pela nova direção, foi restabelecer o blog do CMRJ, que pode ser acessado emhttp://circulomonarquicoriojaneiro.blogspot.com.br/.




LEITOR DO RIO DE JANEIRO


Entre em contato com o Círculo Monárquico do Rio de Janeiro, cadastre-se e participe ativamente da restauração da dignidade nacional.


Plebeia irá se casar com nobre brasileiro

A Ilustríssima Sra Dona Bruna, Futura Condessa Alves de Almeida.
O Príncipe Alexandre chefe da jurisdição da Casa Real dos Godos de Oriente, anunciou na manhã desta sexta-feira (24) com qual título honrará a nova consorte de Rafael por seu casamento. Após a cerimônia acontecera no civil no dia 17 de Março de 2015, uma cerimonia fechada só para a família dos noivos e amigos próximo.
Bruna Albuquerque de 19 anos, será Condessa Alves de Almeida. ter o tratamento de sua “  excelência” tendo o mesmo privilegio e honra a casa real.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

PRÍNCIPE DOM LUIZ: TRINTA E TRÊS ANOS NA LIDERANÇA DE UMA CAUSA


Em 6 de junho último D. Luiz de Orleans e Bragança completou 76 anos de idade. Um mês depois, em julho, ocorreu o 33º. aniversário da elevação de D. Luiz à condição de Chefe da Casa Imperial do Brasil. Foram 33 anos fecundos, operosos, cheios de realizações.

Quando se verificava a passagem do comando de D. Pedro Henrique para D. Luiz, o Brasil também estava saindo de um ciclo e entrando em outro. Estava-se na fase final do regime militar e falava-se muito em abertura política. O clima estava favorável a que se cobrasse coerência das autoridades republicanas: abertura, não apenas para as esquerdas, mas também para os monarquistas!

Diante desse cenário político novo, muito diferente dos sucessivos cenários que tinham prevalecido durante as seis décadas em que D. Pedro Henrique estivera à frente da Casa Imperial, abriam-se oportunidades preciosas para os monarquistas, e D. Luiz, como chefe hábil, soube aproveitá-las.

Tão logo assumiu a Chefia, D. Luiz, imediatamente assistido por seu ilustre irmão, o Príncipe Imperial D. Bertrand, organizou seu novo secretariado, reorganizou seus arquivos e iniciou um amplo trabalho de rearticulação dos inúmeros simpatizantes que a Causa Monárquica tinha, de norte a sul, em todos os Estados do Brasil.

Inúmeras sementes lançadas, ao longo das décadas, por D. Pedro Henrique, bem regadas e bem tratadas por D. Luiz, brotaram, dando início a novas iniciativas e a um renouveau de esperanças por toda a parte.

As mensagens de Natal, do Príncipe, em lindos cartões sempre artísticos, sempre bem escolhidos, sempre acompanhados de mensagens apropriadas e de alto nível, marcaram época.

Logo que possível, iniciou o Príncipe uma ação que, sendo estritamente cultural, não deixava, entretanto, de ter um alcance político imediato: a luta contra a famigerada “cláusula pétrea”, que proibia qualquer proposta que modificasse a forma republicana de governo.

Em 1985, tomou posse Sarney, substituindo Tancredo Neves, que fora eleito, ainda em votação indireta, primeiro presidente civil após os 21 anos de regime militar. Tivera então início a Nova República, que decidiu convocar uma nova Assembléia Nacional Constituinte, a ser instalada quando tivesse terminado o mandato dos deputados em exercício.

De fato, em fevereiro de 1987 foi convocada a Constituinte, que concluiu seus trabalhos em outubro de 1988, com a promulgação da Carta Constitucional que, com mais de 30 emendas (se não fosse desrespeitoso, eu falaria em “trinta remendos”) continua até hoje em vigor.

Com a Nova República, um clima de euforia tomara então conta do País, largamente disseminado, aliás, por meios de comunicação de massa. Parecia – ou pelo menos se fazia parecer – que findara um longo pesadelo e que finalmente uma era de liberdade, paz e prosperidade sem iguais se abria para o Brasil. Foi sob esse signo de otimismo generalizado que nasceu a “Nova República”, em 1985. Dois anos foram mais do que suficientes para nosso povo, lúcido e inteligente, compreender que, trocadas as equipes de governo, tudo continuava na mesma... Seguiu-se o inevitável desencanto, e muitos de nossos compatriotas começaram a se perguntar se o Brasil afinal tinha conserto.

Foi nesse contexto que a Constituinte deu início a seus trabalhos. Debatia-se muito, nessa altura, a eventualidade de ser adotado, como alternativa para o fracassado modelo presidencialista, um sistema parlamentarista; seria, julgavam alguns, a panacéia para os males brasileiros.

Ora, a própria lembrança do modelo parlamentarista forçosamente trazia à tona velhas recordações de há muito sepultadas, de uma época em que o parlamentarismo monárquico fora aplicado no Brasil e funcionara eximiamente. Figuras prestigiosas do passado – de um passado remoto, mas que permanecia surpreendentemente vivo na memória nacional – retornaram então com naturalidade às páginas de jornais e ocuparam espaços nas programações de rádios e televisões.

As imagens de Zacarias, Ouro Preto, Caxias, Olinda, Paraná, Rio Branco, João Alfredo, Lafayette e tantos outros lustres do Parlamento imperial voltaram aos espíritos; e, pairando sobre elas, a figura veneranda de D. Pedro II, cuja honestidade e cuja dedicação à Pátria nunca se ousara negar, e a da Princesa Isabel, que sacrificara o trono pela redenção dos pobres escravos.

Tal era a força do contraste desse passado luminoso com o que todos os dias se estava habituado a ver e a sofrer, que as propostas monarquistas viram-se de repente na ordem do dia.

A Nova República nasceu do processo político da chamada Abertura, que se opunha ao regime de censura e de limitação de liberdades que vigorara em certa fase do regime militar. A Nova República desde o início se professou essencialmente democrática e liberal. Não era possível, nessa época em que comunistas extremados e até mesmo antigos guerrilheiros participavam livremente da vida pública do país, negar voz e vez aos monarquistas.

No dia 17 de março de 1988, o plenário da Assembléia pronunciou-se sobre a cláusula pétrea: 366 votos foram dados contra sua manutenção, apenas 29 a favor, e 5 constituintes preferiram se abster de votar.

Tão acertada decisão em larga medida se deveu a um documento que é uma verdadeira obra prima sob todos os pontos de vista – uma obra prima literária, uma obra-prima de patriotismo, uma obra-prima de senso da continuidade histórica representada por seu autor. Trata-se da famosa “Carta aos Srs. Membros da Assembléia Nacional Constituinte”, que D. Luiz, enquanto Chefe da Casa Imperial do Brasil, dirigiu aos Senadores e Deputados no dia 7 de setembro de 1987.

No dia 2 de junho de 1988, o plenário da Constituinte aprovou, novamente por esmagadora maioria (495 votos a favor, 23 contrários e 11 abstenções), a realização de um plebiscito sobre forma e sistema de governo, com três opções possíveis: república presidencialista, república parlamentarista e monarquia parlamentar. Esse plebiscito pretendia realizar, com mais de 100 anos de atraso, a consulta que a república brasileira, proclamada “provisoriamente” em 1889, prometera convocar e nunca convocara.

Colaborou de modo significativo, para a derrubada da cláusula pétrea e convocação do plebiscito, uma hábil articulação parlamentar conduzida principalmente pelo deputado A. H. Cunha Bueno. Durante os trabalhos da Constituinte foram de grande valia os esforços desse deputado que, colaborando então eficazmente com D. Luiz, obteve assinaladas vitórias para a Causa monárquica. É de bom grado que registro aqui esse mérito do conhecido ex-parlamentar que, infelizmente, logo depois tomaria um rumo não condizente, e até em profunda contradição, com os princípios monárquicos que dizia professar.

Dois outros fatos se realizaram nessa época, e que cabe recordar aqui. O primeiro deles foi a fundação da Juventude Monárquica, entidade com a qual tive a alegria de colaborar por vários anos, e que começou a se constituir em redor do Príncipe D. Luiz, sobretudo a partir da Carta aos Constituintes. Esse documento despertou enorme interesse e, mais do que isso, entusiasmo em jovens de vários Estados brasileiros. Muitos escreveram ao Príncipe, tomaram contato com ele, e foi assim que nasceu a ideia de ser constituída uma entidade.

Outra iniciativa da época, que cabe também recordar aqui, foi o lançamento, ocorrido a 28 de abril de 1989, do nosso livro “A Legitimidade Monárquica no Brasil”, sustentando, com base em documentação exaustiva e argumentação cerrada, os direitos de D. Luiz à chefia da Casa Imperial, decorrentes da bem conhecida renúncia que fizera, em 1908, o filho mais velho da Princesa Isabel.

Teve início, então, a campanha longa, trabalhosa, difícil, para o plebiscito de 1993.

Como disse, a mesma Assembléia Constituinte que abolira a Cláusula Pétrea também convocara um plebiscito para decidir sobre o sistema e forma de governo a ser adotado pelo Brasil.

A iniciativa desse plebiscito – fique isso bem claro – não foi de D. Luiz. Foi uma iniciativa do deputado há pouco citado, por conta própria, sem ter consultado a D. Luiz, que nunca teve ilusões quanto ao plebiscito, pois sabia perfeitamente, desde o começo, que, sendo organizado e realizado pelas autoridades republicanas, era evidente que elas trabalhariam “casuisticamente” o processo eleitoral de modo a fazê-lo em proveito próprio. O plebiscito era, ademais, sumamente perigoso para a causa monarquista. Era muito arriscado que, em caso de derrota vergonhosa dos monarquistas, a república parecesse legitimada para sempre no Brasil.

D. Luiz teve que aceitar o plebiscito como ele se realizou, nas condições desfavoráveis que lhe foram impostas, mas aproveitou a ocasião para difundir o ideário monárquico pelo Brasil todo.

Não é o caso de lembrar aqui todos os lances que cercaram o plebiscito, pois são muito recentes e ainda necessitam de recuo histórico para poderem ser bem avaliados. Tive a alegria de acompanhar tudo, passo a passo, desde o início até o final, e ainda conto escrever, pormenorizadamente, uma história dos bastidores da campanha do plebiscito.

As dificuldades financeiras, as traições, a negativa de acesso ao programa de propaganda televisiva para a frente parlamentar legitimista, que apoiava D. Luiz, dando todo o horário para traidores que se diziam monarquistas, mas somente semeavam confusão, e, por fim, a inconstitucional antecipação do plebiscito – tudo isso fez com que esse plebiscito se configurasse como uma imensa fraude, mais uma das inumeráveis fraudes da nossa história republicana.

Não foi fácil, evidentemente, a condução da Causa Monárquica nesse período conturbado e de incerteza. De um lado, D. Luiz como chefe, e também nós, os monarquistas mais atuantes, tínhamos que nos lançar em campanha como se tivéssemos certeza da vitória no plebiscito. Mas sabíamos, de antemão, que as cartas estavam marcadas e, por fas ou por nefas, de um modo ou de outro, a república arrumaria um jeito de não deixar a monarquia vencer.

Era preciso, pois, fazer a propaganda de modo jeitoso, mas preparando habilmente o terreno para, quando chegasse o momento de a república conseguir a sua pretensa vitória, ficasse claro aos olhos da opinião pública que era uma pseudo-vitória. E que a suposta derrota dos monarquistas, na realidade, tivesse o significado de uma imensa vitória moral.

Foi, de fato, o que aconteceu. Ao longo de toda a campanha, sempre, nas horas oportunas, o Príncipe lançou documentos denunciando os sucessivos casuísmos republicanos e advertindo que, fosse qual fosse o resultado das urnas, ele não exprimiria legitimamente a vontade do eleitorado, livre e maduramente expressa.

Apesar de todos os casuísmos, a causa monárquica obteve 13 % dos votos válidos. Foi uma derrota muito honrosa que, na realidade, significou uma vitória moral. Uma prova disso é que nenhum órgão de imprensa, no Brasil inteiro, se atreveu a declarar formalmente que o resultado do plebiscito constituía uma definitiva legitimação da república proclamada provisoriamente 104 anos antes.

Depois do plebiscito, prosseguiu a atuação dos monarquistas, mais centrada, de acordo com as sábias diretrizes de D. Luiz, nos aspectos culturais do que nos políticos. D. Luiz nunca foi favorável à constituição de um partido político monarquista, mas sempre preferiu a atuação cultural – entendendo-se o adjetivo cultural no seu sentido mais amplo e abrangente.

D. Luiz, como também o Príncipe D. Bertrand, são frequentemente convidados a proferirem conferências em universidades e em sedes de associações culturais de todo o Brasil, a propósito de comemorações de datas históricas ou de âmbito cultural.

Recordo aqui um único exemplo, entre inumeráveis outros que poderia citar. No dia 26 de março de 2008, o Instituto Histórico e Geo gráfico de São Paulo realizou, conjuntamente com a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, uma sessão solene comemorativa dos 200 anos da vinda da Família Real portuguesa para o Brasil. O ato foi realizado no salão-nobre da Faculdade, com a presença de mais de 800 participantes. O principal conferencista convidado foi precisamente o Príncipe D. Luiz, que ocupou, por gentil convite do diretor da Faculdade, Prof. João Grandino Rodas, a mesma cadeira que D. Pedro II costumava usar quando comparecia a sessões da Academia de Direito do Largo de São Francisco. A sessão se revestiu de um brilho excepcional nos anais da própria Faculdade de Direito.

Hoje, é frequente D. Luiz ser procurado por jornais ou revistas de todo o Brasil, que o interrogam sobre seu pensamento acerca dos mais variados assuntos da atualidade, por vezes sem a menor relação com o tema monarquia... Por que o fazem? Por que eles querem conhecer o pensamento do Chefe da Casa Imperial sobre aquele assunto? Os grandes meios de comunicação social, sismógrafos sensíveis ao interesse e à curiosidade do público, sentem que esse público deseja conhecer, entre outras, também a opinião monárquica. Isso porque, graças ao trabalho inteligente de D. Luiz ao longo dos 32 anos de chefia da Casa Imperial, a Causa Monárquica se transformou num verdadeiro polo de pensamento nacional, numa referência ideológica e cultural obrigatória não só para os monarquistas, mas até mesmo para muitos republicanos.

As recentes pesquisas arqueológicas dos restos mortais de D. Pedro I, D. Leopoldina e D. Amélia, foram, a esse respeito, significativas. Conduzidas de modo impecável, de todos os pontos de vista, por uma pesquisadora acadêmica de alto nível – Profa. Valdirene do Carmo Ambiel –, recebeu da mídia em geral uma cobertura correta e de grande impacto, precisamente porque o público mostrou-se apetente e interessado. O jornal “O Estado de S. Paulo”, órgão de tradições republicanas mais do que centenárias, consagrou todo um caderno especial, em dia de semana, ao “furo” jornalístico da divulgação dos trabalhos da Profa. Ambiel, e tal foi a procura da matéria nos dias seguintes, que precisou imprimir nova tiragem, para atender aos numerosos pedidos chegados de todo o Brasil e até do Exterior.

O Brasil está hoje numa decadência como jamais esteve em sua história. A moralidade pública desapareceu por inteiro, o descrédito da classe política não poderia ser maior, só há desesperança e desânimo nas instituições públicas. No entanto, D. Luiz e a Causa Monárquica pairam, por cima de todas essas baixarias, e constituem uma autêntica e brilhante reserva moral da Nação brasileira, à espera de melhores dias, que, tenho plena certeza, virão. E talvez estejam mais perto do que parece.

Graças a Deus, está assegurada a sucessão imperial. Após D. Luiz, ao qual ainda auguramos muitos e muitos anos de vida e atuação fecunda, temos o Príncipe D. Bertrand. Após ele, temos o Príncipe D. Antônio. E, depois desses três irmãos, já na geração seguinte, temos o Príncipe D. Rafael, que é hoje portador das nossas esperanças e promessa de muito futuro.

A Monarquia não é, como a República, obrigada a inventar, de tempos em tempos, nomenclatura nova para disfarçar seu indisfarçável desgaste.

A Monarquia é uma instituição antiquíssima e venerabilíssima, mas nunca envelhece, porque se renova sempre, a cada geração. Essa a nossa grande força!

– Adaptação do texto “D. Luiz: 32 na liderança de uma causa”, escrito pelo Professor Armando Alexandre dos Santos e publicado na edição de número 34 do boletim “Herdeiros do Porvir”.


quarta-feira, 2 de julho de 2014

A SUPERIORIDADE DA MONARQUIA









Em sua Proclamação, no dia 19 de junho de 2014, o Rei Don Felipe VI da Espanha deixou calara a superioridade da monarquia comparada a qualquer outra forma de governo:


Em espanhol


La independencia de la Corona, su neutralidad política y su vocación integradora ante las diferentes opciones ideológicas, le permiten contribuir a la estabilidad de nuestro sistema político, facilitar el equilibrio con los demás órganos constitucionales y territoriales, favorecer el ordenado funcionamiento del Estado y ser cauce para la cohesión entre los españoles


S.M. el Rey Don Felipe VI


Madrid, 19.6.2014


Em português


A Independência da Coroa, sua neutralidade política e sua vocação integradora ante as diferentes opções ideológicas, permitem-na contribuir com a estabilidade do nosso sistema político, facilitar o equilíbrio com os demais órgãos constitucionais e territoriais, favorecer o ordenado funcionamento do Estado e ser a base para a coesão entre os espanhóis.


S.M. o Rei Don Felipe VI

Madri, 19.06.2014

Na Espanha, os monarquistas fizeram uma comparação sobre os gastos dos governos republicanos e monárquicos:



FAMÍLIA IMPERIAL DO BRASIL E OS REIS DA BÉLGICA EM EVENTO NO RIO DE JANEIRO







Foi reinaugurada no Rio de Janeiro, a Avenida Rainha Elisabeth, que liga Copacabana a Ipanema.





Em cerimônia no dia 21 de junho, o Rei Filipe e a Rainha Matilde da Bélgica reinauguraram a Avenida e descerraram a placa que homenageia sua bisavó, a Rainha Elisabeth, Rainha da Bélgica de 1909 a 1965, localizada sob o busto do Rei Alberto I, na mesma via.



Dom Antonio e Dona Christine são recebidos pela primeira dama do Estado do Rio de Janeiro, Sra. Maria Lucia Horta Jardim


Sob os olhares atentos dos primos - Dom Antonio e Dona Christine (atrás) - o Rei e a Rainha da Bélgica recebem os cumprimentos da população


O busto do Rei Alberto I


Os atuais Soberanos belgas colocam flores sob a estátua do Rei Alberto I da Bélgica




O Rei Alberto I e a Rainha Elisabeth estiveram no Brasil em 1920 e, com esta viagem, contribuíram substancialmente com o desenvolvimento e crescimento do Brasil, defasado com a república. Foi através desta viagem, por exemplo, que se originaram várias empresas especializadas em mineralogia e também algumas das casas de caridade, que já naquela época assistiam os carentes vitimados pelo novo regime. Os cariocas, para homenagear o casal real, deram o nome da importante Avenida à Rainha e um busto ao Rei.


Compareceram à reinauguração, os primos dos Soberanos belgas, o Príncipe Dom Antonio e a Princesa Dona Christine de Orleans e Bragança, representando a Família Imperial do Brasil. Dona Christine, nascida Princesa de Ligne, das Casas mais antigas e nobres da Bélgica, para qual foi oferecida o Trono daquele país ainda no século XIX, cresceu juntamente com os Príncipes da Bélgica, tendo grande amizade com os Monarcas. Dom Antonio, da mesma forma, sendo primo e gozando das mesmas dignidades da Família Real da Bélgica, teve, junto com seus pais e irmãos, o prazer de receber, várias vezes, o Rei Filipe, ainda enquanto Príncipe, no Brasil.

O evento de reinauguração contou com a organização do Consulado da Bélgica no Rio de Janeiro, através do Consul Bernard Quintin, e do Governo do Estado. Presentes o Ministro das Relações Exteriores da Bélgica, o corpo Consular, a primeira dama do Estado, Sra. Maria Lucia Horta Jardim e autoridades do Estado, Munícipio, além da população, que acompanhou com alegria o ato.


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Imagens: Lu Lacerda, Agência Brasil, GERJ e Arquivo do Blog Monarquia Já