sábado, 15 de fevereiro de 2014

Recepção a S.A.R. Príncipe Rafael de Almeida para entrega de novas viaturas da PM



 O 4° Batalhão da Policia Militar de Maringá, fez o transporte  de novas viaturas para a cidade,  juntamente com o Deputado Wilson Quinteiro, e de sua alteza, Príncipe Rafael de Almeida, membro da família real brasileira a convite do coronel Antônio Amaral Padilha.


A Policia Militar foi criada pelo Imperador Dom Pedro que é trisavó de Rafael.






sua alteza e demais autoridade.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

73° anos do Príncipe Imperial do Brasil, Dom Bertrand


Além de boa parte família Imperial brasileira, a cerimônia contou com a presença dos Príncipe da Dinamarca, Governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, representando o vice presidente da republica, Michel Temer, Senadora da republica, Gleisi Hoffmann , o Consul Geral da Itália e o secretario do Governador de São Paulo, Ricardo Salles, entre outro ilustres convidados.

A sua alteza imperial Dom Bertrand,o Anfitrião recebeu todos convidados.




Reverencia do Governador do Rj





Princesa Mary,. Destacaram-se também os príncipes Frederico (o herdeiro da Dinamarca) que representou a Rainha Margareth da Dinamarca.







Dom Bertrand de Orleans e Bragança ocupa 2° lugar na Linha de sucessão do trono do Brasil, logo apos seu irmão o atual Herdeiro, Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança.




sábado, 1 de fevereiro de 2014

FALECEU A PRINCESA MARIA MARGARITA DE BOURBON DUAS-SICÍLIAS






Na terceira semana de janeiro de 2013, em Madri, faleceu a Princesa Maria Margarita de Bourbon Duas-Sicílias.




Na imagem: os Príncipes Antonio e Giovanni, as Princesas Maria Margarida e Maria Imaculada e o Príncipe Casimiro
Foto: Eurohistory



A Princesa Maria Margarita era filha do Príncipe Gabriel e da Princesa Cecilia, nascida Princesa Lubomirska, que vieram viver no Brasil a partir da segunda metade do século passado, desenvolvendo suas vidas em Jacarezinho e São Paulo, próximo ao sobrinho e grande amigo, o Príncipe Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil. Dom Pedro Henrique era sobrinho do Príncipe Dom Gabriel por parte de sua mãe, a Princesa Senhora Dona Maria Pia, nascida Princesa das Duas-Sicílias.


Em 1962, casou-se na Espanha, com Luiz Gonzaga Maldonado y Gordon.

Seu irmão, o Príncipe Casimiro, vive com a Família no Brasil.

BEATIFICAÇÃO DA RAINHA MARIA CRISTINA DE SAVOIA, RAINHA DAS DUAS-SICÍLIAS









Em 25 de janeiro de 2014, conforme o decreto de S.S., o Papa Francisco, de maio de 2013, foi beatificada na Basílica de Santa Clara dos Frades Menores, em Nápoles, a Rainha Maria Cristina de Savoia, Rainha das Duas-Sicílias.


O Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato, representando o Sumo Pontífice, celebrou juntamente com inúmeros Bispos e Padres a solene cerimônia de Beatificação da Rainha Santa, como popularmente é conhecida a Soberana Maria Cristina.


Conforme publicação do Blog Monarquia Já, em maio de 2013, a Rainha Maria Cristina nasceu na Sardenha em 14 de novembro de 1812, sendo filha do Rei Vitor Manuel I e da Rainha Maria Teresa da Sardenha. Em 1832 se casou com o Rei Ferdinando II das Duas-Sícilias e faleceu, prematuramente aos 23 anos, por complicações geradas pelo parto de seu único filho, Francisco, depois Rei das Duas-Sicílias.


A Família Imperial Brasileira fica extremamente honrada com a beatificação de mais um antepassado, especialmente pela Imperatriz Dona Teresa Cristina do Brasil, nascida Princesa das Duas-Sicílias, ser sobrinha da Beata Maria Cristina. Para além deste parentesco próximo, através do segundo casamento com a Arquiduquesa Maria Teresa da Áustria, o Rei Fernando II, teve entre outros filhos, Afonso, Conde de Caserta, que sucedeu ao meio irmão o Rei Francisco II – depois da queda da Monarquia, como Chefe da Casa Real de Bourbon das Duas-Sicílias. O Conde de Caserta era pai, dentre outros filhos, de Dona Maria Pia (1878-1973), esposa do Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil, do Príncipe Dom Carlos, Infante de Espanha (1870-1949), pai da Princesa Dona Esperanza de Bourbon, esposa do Príncipe Dom Pedro Gastão de Orleans e Bragança, e da Princesa Maria Cristina de Bourbon das Duas-Sicilias (1877-1947), esposa do Arquiduque Pedro Fernando da Áustria (são os avós da Arquiduquesa Walburga, esposa de Dom Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança). A Princesa Maria Teresa de Savoia (1803-1879), irmã mais velha da Beata, esposa de Carlos II, Duque de Parma, pais de Carlos III e avós de Roberto I, Duques de Parma, antepassados da Imperatriz Zita da Áustria e do avô da Princesa Dona Christine (nascida Princesa de Ligne, esposa do Príncipe Dom Antonio de Orleans e Bragança), o Príncipe Felix de Bourbon-Parma, Príncipe do Luxemburgo.


A Rainha Maria Cristina de Savoia era reconhecida por todo o Reino como caridosa, piedosa e solidária, advindo de suas ações o seu reconhecimento como “Rainha Santa”. O Cardeal Amato declarou durante a celebração: “A beatificação da rainha Maria Cristina de Savoia demonstra que a porta estreita da santidade pode ser atravessada por todos, grandes e pequenos, ricos e pobres, homens e mulheres, sacerdotes e leigos, porque a santidade consiste em amar a Deus e ao próximo, com todas as nossas forças. A nova Beata foi tão conquistada pelo amor de Cristo, a ponto de transformar a nobreza real em nobreza da graça, tornando-se uma autêntica rainha da caridade. Ela fez da sua riqueza um talento, a ser investido no Reino dos Céus. Como rainha, edificou a corte e o povo, com o seu testemunho cristão, rezando, aconselhando e socorrendo, com generosidade, os pobres da cidade e do reino de Nápoles. Por sua solícita caridade, os napolitanos a chamavam ‘Rainha santa’”.






A Princesa de Veneza, o Príncipe Serge da Iugoslávia, o Duque e a Duquesa de Aosta e a Princesa Marie Gabriela de Savoia


A multidão na frente da Basílica



A Arquiduquesa Beatriz da Áustria-Este, filha da Princesa Margarita de Savoia-Aosta



Os Duques de Castro, os Duques de Noto, a Duquesa da Calábria e a Princesa de Veneza


A cerimônia acompanhada por duas mil pessoas. Dom Duarte sentado a frente acompanha a celebração que marca a beatificação de sua antepassada


Na saída da Basílica, os Duques de Castro e de Noto com os Cardeais celebrantes




A população saudosa da Monarquia



O túmulo da Rainha Santa




A celebração ocorrida na Basílica napolitana, durante a manhã de sábado, além de celebrar a boa nova da beatificação da Rainha Maria Cristina, aguardada há quase 180 anos, serviu para reunir os dois ramos da Família Real das Duas-Sícilias, separados por disputas dinásticas quanto à Chefia da Casa Real. Tanto o Duque de Castro, acompanhado da Família, quanto a Duquesa da Calabria, nascida Princesa de Orleans, acompanhada dos filhos, compareceram ao evento religioso que foi antecedido, ainda em Nápoles, por um jantar de gala comemorativo. Notícias afirmam que os dois ramos fizeram a assinatura de um acordo familiar em que cada um reconhece os direitos do outro, reafirmando a superioridade da História da Família e a prioridade da luta em favor da Monarquia e do provo das Duas-Sicílias.




Meios de comunicação especializados noticiaram com grande destaque a reconciliação. O site Royal Musingsacrescenta que “em ocasiões futuras relacionadas com a dinastia, os membros representarão toda a família e os Chefes de cada ramo serão considerados em igualdade, partilhando as suas responsabilidades históricas. Toda a família está determinada a não reacender a disputa, tralhando juntos em unidade para o bem comum, em espírito de reconciliação cristã inspirada na da Ordem de Constantiniana”.




No jantar de gala, os Duques de Castro, a Duquesa de Noto e a Duquesa da Calábria, além do Duque de Bragança, observam o Duque de Noto em seu discurso.
Família Real das Duas-Sicílias: unida pela fé cristã, pela Monarquia e pelo povo

Além da presença dos Príncipes da Casa Real das Duas-Sicílias – inclusive o Príncipe Casimiro e sua esposa – que residem no Brasil, compareceram também membros da Família Imperial da Áustria e Real da Hungria, o Duque de Bragança, Dom Duarte Pio, Chefe da Casa Real de Portugal, a Princesa de Veneza - representando a Família Real da Itália, o Príncipe Serge da Iugoslávia, o Príncipe Radu da Romênia, os Príncipes de Windisch-Graetz e representantes de diversas Casas Principescas e da Nobreza de toda a Itália.


A cerimônia foi acompanhada por mais de 2 mil pessoas. Do lado de fora da Basílica, uma multidão manifestava seu contentamento pela beatificação, bem como a vontade pela volta da Monarquia. Em um dos cartazes era possível ler: “a despeito da exploração financeira criminosa globalizada, saudades do Reino antigo, feliz, puro, saudável, próspero, evoluído e sempre vivo no coração do povo das Duas-Sícilias. Viva o Rei”.

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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

MENSAGEM DE NATAL DE S.A.I.R., O PRÍNCIPE SENHOR DOM LUIZ DE ORLEANS E BRAGANÇA, CHEFE DA CASA IMPERIAL DO BRASIL






Com o desejo de que os leitores possam difundir a seus contatos e que outros blogs, sites e meios de informação façam repercutir, o Blog Monarquia Já transcreve, com exclusividade - através do Pró Monarquia e da Casa Imperial, a tradicional mensagem de Natal do Chefe da Casa Imperial do Brasil, o Príncipe Senhor Dom Luiz de Orleans e Bragança.


Os Príncipes Dom Luiz e Dom Bertrand de Orleans e Bragança
acompanhados da equipe Pró Monarquia desejam
Feliz e Santo Natal e abençoado Ano Novo
Imagem: Herdeiros do Porvir - Pró Monarquia - 2013


Mensagem de Natal de
Dom Luiz de Orleans e Bragança,
Chefe da Casa Imperial do Brasil



Na festa do Santo Natal há várias noções que por assim dizer se superpõem. Antes de tudo, o nascimento do Menino Deus torna patente a nossos olhos o fato da Encarnação. É a segunda Pessoa da Santíssima Trindade que assume natureza humana e se faz carne por amor de nós. Ademais, é o início da existência terrena do Senhor. Um início refulgente de claridades, que contém em si um antegosto de todos os episódios admiráveis de Sua vida pública e privada. No alto desta perspectiva está sem dúvida a Cruz. Mas, nas alegrias do Natal mal divisamos o que ela tem de sofrimento. Vemos apenas jorrar do alto dela, sobre nós, a Redenção. O Natal é assim o prenúncio da libertação, o sinal de que as portas do Céu vão ser reabertas, a graça de Deus vai novamente difundir-se sobre os homens, e a terra e o Céu constituirão outra vez uma só sociedade sob o cetro de um Deus Pai, e não mais apenas Juiz. Se analisarmos detidamente cada uma destas razões de alegria, compreenderemos o que é o júbilo do Natal, este gáudio cristão ungido de paz e de caridade que faz com que durante alguns dias todos os homens experimentem um sentimento bem raro nestes tristes dias atuais: a alegria da virtude.


Jesus Cristo nos veio mostrar que a graça abre para nós as veredas da virtude, que torna possível na Terra a verdadeira alegria, que não nasce dos excessos e das desordens do pecado, mas do equilíbrio, da bem-aventurança, da ascese. O Natal nos faz sentir a alegria de uma virtude que se tornou praticável, e que é na Terra um antegozo da bem-aventurança do Céu.


Durante todo 2013 tive a alegria de conhecer leais monarquistas que me enviaram mensagens pelo site da Casa Imperial, que me vieram visitar ou que mandaram recomendações através de meus irmãos, especialmente Dom Bertrand e Dom Antonio, em viagens pelo Brasil afora. Conheci assim o trabalho destes bravos conterrâneos, sua dedicação e seu desprendimento. Constatei que nossas fileiras multiplicaram-se surpreendentemente e que podemos e vamos fazer muito mais juntos, apesar do Brasil estar sofrendo inúmeros embates e a impressão de que, por toda parte, seus inimigos se agigantam. Agradeço a todos a imensa ajuda no sentido de manter intacta a Terra de Santa Cruz em sua integridade, em sua riqueza, em sua brasilidade, especialmente em sua Fé.


Em meu nome e de toda Família Imperial desejo a todos um Feliz e Santo Natal, e que o Ano Novo seja abençoado com as melhores graças do Menino Jesus e de sua Santíssima Mãe.



Luiz de Orleans e Bragança

CARTÃO DE NATAL DO CHEFE DA CASA IMPERIAL DO BRASIL, O PRÍNCIPE SENHOR DOM LUIZ DE ORLEANS E BRAGANÇA






Ao divulgar o cartão de Natal do Chefe da Casa Imperial do Brasil, o Príncipe Senhor Dom Luiz de Orleans e Bragança, oBlog Monarquia Já deseja a todos os leitores, colaboradores e amigos um Santo e Feliz Natal, bem como um abençoado Ano Novo, repleto de realizações.


Clique para ampliar


Excertos recomendados pelo Pró Monarquia sobre a Princesa Dona Maria Pia, exemplo de filha, esposa, nora e mãe, que com sua religiosidade e consciência histórica formou moral e intelectualmente os Príncipes da Casa Imperial do Brasil, e a quem estes e o Blog Monarquia Já, no transcurso do Advento, desejam homenagear:


Princesa Maria Pia de Bourbon Sicílias


Neta do Rei Ferdinando II das Duas Sicílias, casada com o filho da Princesa Isabel com o Conde D’Eu, D. Luiz de Orleans e Bragança, o Príncipe Perfeito, a Princesa Maria Pia de Bourbon Sicílias foi avó do atual Chefe da Casa Imperial do Brasil, D. Luiz de Orleans e Bragança.


Sua filha, a Princesa Pia Maria, Condessa de Nicolay, irmã de D. Pedro Henrique de Orleans e Bragança, genitor de D. Luiz, traz em suas memórias (“Le Temps de Ma Mére – Souvenirs”) passagens muito expressivas que demonstram a influência da Família Imperial na história do Brasil, bem como a religiosidade e o apreço de sua mãe por nossa Nação, sentimentos que ela soube incutir em seus filhos e netos, nascidos no exílio:

“A lei do exílio tinha sido abolida no Brasil naquele ano de 1922.” (fl. 71) “Me mostraram uma foto de Mamãe no Corcovado. Ela segura uma pá e põe uma pedra, lá onde será erigido o tão bonito Cristo que domina a cidade e a baia do Rio.” (fl.72)“Minha Mãe via ainda bastante naquela época para se dar conta dos locais onde nos encontrávamos. Quando nós começamos na manhã seguinte a subida do Corcovado, eu senti que a emoção a tomava...” (fls. 238/239) [Conta-se que a Princesa Izabel recusou que se fizesse um monumento em sua homenagem pela abolição da escravidão e sugeriu que no lugar disso se erigisse a estátua do Cristo Redentor. A Princesa Maria Pia veio ao Brasil em 1922, por ocasião do centenário da independência, e lançou a pedra fundamental deste monumento.]

“Minha mãe nos levava muito frequentemente a jantares com brasileiros fiéis, que haviam seguido a família.” “Minha mãe tentava assim, apesar do desaparecimento de seu marido, depois de seu sogro e de sua sogra, manter o contato com todos os brasileiros presentes em Paris.” (fls. 78) “Quando de sua passagem por São Paulo, em 1922, minha Mãe tinha sido recebida por muito numerosos amigos de meu Pai. Eles lhe pediam para voltar.” (fls. 240) [Na França, onde residia, e no Brasil, a Princesa Maria Pia teve uma vida social muito ativa junto à comunidade brasileira.]

[em 1945, conta a Condessa de Nicolay:] “Minha Mãe estava feliz de reencontrar seus amigos... Eu vi o monumento erigido no “Ipiranga”, onde D. Pedro Primeiro declarou a Independência do Brasil.” “Nós ficamos quatro dias em São Paulo, fazendo graças a outros amigos, maravilhosos passeios nos arredores, visitando serras cheias de orquídeas, que me deixam ainda uma recordação deslumbrante... atravessando paisagens desconhecidas e de uma beleza selvagem.”

[Ainda em 1945, a Condessa de Nicolay conta que os brasileiros receberam sua mãe como um membro de sua família, quando desembarcou de seu navio ao chegar ao Brasil:] “Um grande porteiro negro desceu até nós na cabine para pegar nossas malas. Vendo a etiqueta trazendo nosso nome, ele se voltou para minha Mãe e com um grande sorriso lhe disse: ‘Então a Senhora é da nossa Família?’ Ele não poderia melhor aquecer nosso coração.” (fls. 236)

[Sobre a relação da Princesa Maria Pia com seus netos, aí incluídos os atuais Príncipes dinastas:] “A presença de Mamãe foi uma bênção para as crianças que desde que ela aparecesse se precipitavam em sua direção para que ela continuasse sua história apaixonante. Não se os via mexer, tomados pelas aventuras que minha Mãe descrevia com uma tal precisão de detalhes, que eles pareciam reais.” (fls. 239/240)

[Sobre a religiosidade da Princesa Maria Pia, há, também, inúmeras passagens:]

“Minha Mãe tinha requerido ser, se possível, recebida em audiência pelo Papa Pio XI. Era o costume. Os Príncipes indo a Roma iam pedir uma bênção especial ao Santo Padre.” [...] “Na época, era ainda o grande cerimonial: a guarda suíça batia os calcanhares e apresentava armas, quer dizer a alabarda, depois o mestre de cerimônias nos conduziu através de várias salas, a primeira com uma fila de oficiais em traje de gala, depois a da guarda nobre, enfim a dos camareiros secretos em traje da Renascença negro, sobreposto com uma gola de renda ao redor do pescoço. Enfim, nós chegamos em um pequeno salão, onde nos pediram para esperar. ‘Tudo depende de que o Santo Padre tenha vontade de saber de seu visitante’, nos disse o camareiro que nos acompanhava. Depois de uns vinte minutos, a porta se abre. É nossa vez de entrar junto ao representante de Jesus Cristo sobre a Terra. Foi um momento de emoção. Nós fizemos uma primeira genuflexão com os dois joelhos, e ainda uma outra a dois passos. Na terceira, nos encontrávamos aos pés do Papa, e se lhe beijava as sandálias. O Santo Padre nos ergueu e fez sentar nas poltronas em seu redor. Ele questionou o tio Ranieri e Mamãe sobre a família, depois distribuiu medalhas a cada um de nós. A saída se efetuou como a entrada, com genuflexões e recuos.” (fl. 82)

“1925 foi um ano memorável no verdadeiro sentido da palavra. O Papa Pio XI anunciou a canonização da Pequena Irmã Teresa de Lisieux, nomeando-a ‘apóstolo das Missões’. Minha Mãe propôs que fossemos a Roma para assistir este importante acontecimento. [...] Um guarda suíço em traje de gala nos aguardava, e nos precedeu até a tribuna dos príncipes, à esquerda do trono de São Pedro, e na frente da tribuna do Corpo Diplomático. Nós encontramos já numerosos parentes instalados, outros chegando ainda, e logo a tribuna estava cheia. Como eu era pequena, me colocaram na primeira fila, o que me permitiu não perder um instante dessa soberba cerimônia que não durou menos de cinco horas. A entrada do Papa, levado sobre a ‘sedia gestatoria’, o trovão dos aplausos que acompanharam sua aproximação, mais tarde as trombetas de prata tocando no momento da Elevação, a missa tão imponente e apesar de tudo tão recolhida, na suntuosidade da decoração não podem ser esquecidas. O contraste entre a munificência da cerimônia e vida tão simples da ‘Pequena Irmã Teresa’ foi profundamente comovedor. Eu os revivi escrevendo, e eles me proporcionam um sentimento de reconhecimento face a minha Mãe que me permitiu viver tais momentos.” (fls. 81/82)

“O mês de agosto termina. ‘E sim nós íamos a Roma’, disse um dia Mamãe que, segundo suas palavras tinha ‘a Romite aguda’. Entusiasmo geral dos tios Nino.” [...] “Certamente Mamãe e o tio Nino requereram audiência junto ao Santo Padre. Era tradição e praticamente obrigatório, naquela época, ir se ajoelhar diante do chefe da cristandade. Tio Nino e sua família enquanto Infantes de Espanha foram recebidos primeiro.”(fls. 102/103)

“... minha Mãe não resistiu de realizar o projeto de assistir à canonização de Dom Bosco que todo a família reverenciava, na medida que meus avós o tinham conhecido.” (fl. 106)

“Quando nós nos instalamos em Mandelieu, o primeiro dever de minha Mãe foi de fazer uma visita ao cura. [...] Ele nos recebeu com muita gentileza e nos fez saber que se chamava Abbé Penon. Tínhamos acabado de construir a capela das Mimosas, para que o culto fosse levado a toda aquela nova região...” (fl. 87)

[Na casa de Mandelieu, denominada “Mas Saint-Louis”, onde a Princesa Maria Pia residia e onde o atual Chefe da Casa Imperial, D. Luiz de Orleans e Bragança residiu em sua infância, se fez uma capela onde era celebrada missa diariamente:] “A capela do Mas Saint-Louis foi terminada. Havia ao fim do terraço ao longo da sala de jantar uma espécie de claustro aberto para o jardim. Foi somente envidraçar as abertura (no alto em arco) e por uma porta de madeira envernizada abrindo para o terraço. O carpinteiro M.Fazio fez um muito bonito altar de madeira sobreposto pelo tabernáculo, nove filas de três genuflexórios permitindo uma grande assistência. Não havia necessidade de procurar quadros e objetos pios. A casa estava cheia deles.” (fl. 107)

[Em 1953, a Princesa Maria Pia condescende com o traslado dos restos mortais do Conde D’Eu ao Brasil:] “Tinha ela o direito de aceitar a exumação daquele que lhe tinha feito prometer que se ele morresse fora da França de o levar ao lado de sua esposa? De um outro lado, minha Avó[a Princesa Izabel], tendo sido uma heroína nacional, no Brasil, era difícil de recusar as honras que seu país desejava lhe render. Não se podia imaginar que este casal feliz na vida, pudesse ser separado na morte. Minha Mãe se resignou e deu seu consentimento...” (fl. 251)

[A Princesa Maria Pia demonstrou mais uma vez sua fé quando um incêndio na região onde vivia ameaçou queimar a residência dos Bourbon Parma:] “[...] um dos mais importantes incêndios no Esterel irrompeu. O fogo, impulsionado por um violento ‘mistral’, subiu na direção da propriedade dos Bourbon Parma, devastando tudo em sua passagem. As pinhas inflamadas estouravam e voavam a toda velocidade na direção do Mas Saint-Louis. Minha Mãe estava só. Madame Roustan a tinha instalado no salão, pronta para levá-la à La Napoule, se o calor do fogo se tornasse muito ameaçador. Enquanto isso, com Léon, munidos de uma mangueira d’água, eles vigiavam o progresso do incêndio. Num certo momento, ela deixou seu posto, para se preocupar com o que se passava no interior da casa. Abrindo a porta do salão, ela viu ‘Sua Alteza’ de joelhos tateando. “Alteza, lhe disse ela, o que está procurando?’ ‘Eu não encontro mais a relíquia da Santa Cruz, que eu tinha comigo’ disse minha Mãe. Madame Roustan viu a relíquia por terra, e a entregou a ela. E toda segura, ela saiu dizendo: ‘Sua Alteza reza à Santa Cruz, o fogo vai parar’... e o fogo parou no limite da propriedade!”(fls. 262/263)

[Se aproximando o momento da morte, a Princesa Maria Pia recebe os últimos sacramentos:] “Vendo que ela baixava, fui procurar o Sr. Cura, lhe pedindo para levar a Extrema Unção. Como minha mãe sempre manifestou um grande medo da morte, ele me disse: ‘Prepare-a docemente, lhe dizendo que amanhã eu virei lhe trazer a Santa Comunhão’, o que ele fez. Pouco depois, simplesmente, ele lhe disse: ‘Alteza, eu vos trouxe o sacramento da Extrema Unção’. Mamãe abriu tranquilamente as mãos, e recebeu os últimos sacramentos em toda paz. Depois de ter acompanhado nosso bom Cura, eu subi novamente junto a ela e ela me disse: ‘Você vê, não é difícil que se creia na morte...’ Graças ao sacramento!” (fls. 263/264)


Outros textos sugeridos:

Texto do Cardeal Pio, fl. 205:

[A Princesa Maria Pia, com sua vida mostrou entender bem o significado que se chama ‘O Reino Social de Nosso Senhor Jesus Cristo’ que, nas palavras do Eminente Cardeal Pio, assim se traduz:] “As matérias mais graves da legislação, do comércio, das finanças, da administração, da diplomacia se tratam e se resolvem quase sempre sem que a Igreja articule a menor observação... Mas querer que a Igreja de Jesus Cristo renuncie ao direito e ao dever de julgar em última instância sobre a moralidade dos atos de um agente moral qualquer, particular ou coletivo, pai, mãe, magistrado, legislador, inclusive rei ou imperador, é querer que se negue a si mesma, que abdique de sua essência, que se separe de sua certidão de nascimento e dos títulos de sua história, enfim, que ultraje e mutile Aquele cujo lugar ocupa sobre a Terra [...]

Pensamos no que significa o Estado sem controle, os atos do príncipe ou do povo soberano erigidos em atos-princípios que escapam da própria autoridade da religião? É a força em lugar do Direito, a vontade identificada com a razão, a política que retorna ao paganismo e a infidelidade, o Cristo excomungado da sociedade humana, ou melhor dizendo, o Estado feito Deus. Pois bem, para um ser criado, a deificação é infalivelmente a ruína e a morte[...]

Finalmente, não é necessário refletir muito para se dar conta de que esta pretendida independência dos soberanos, mortal a seu poder e às vezes a sua pessoas, não é menos fatal para os povos que governam. Os povos aprendem a rebelar-se contra esses guias independentes a quem estão confiados; e que os príncipes diagam o que é melhor para eles: o controle da Igreja, poder sobrenatural, ou o controle da força cega, apaixonada, inconsistente, que se chama a opinião e a força popular [...]. Se o despotismo leva à rebelião, a rebelião leva à corrupção, dos costumes e do espírito. E as nações, sacudidas por revoluções sem fim, oscilam entre a anarquia com suas ruínas, e a ditadura com seus rigores e suas vergonhas. Tais são os infalíveis frutos que recolhem os príncipes e os povos de sua independência absoluta em relação à Igreja.” (T.IV, PP. 244-252)

A concepção da Princesa Maria Pia contraria o laicismo quando reconhece que os Direitos de Deus não estão a serviço das ideologias do momento:

Texto do Conselho Pontifício da Cultura (Assembléia Plenária, Palácio S. Calisto, Roma, 11-13 março de 2004 (Documento Final):

“A práxis política do voto nas democracias conduz à concepção de que não existiria uma verdade objetiva”

Onde está teu Deus?

A fé cristã ante a descrença religiosa

(...) 2.2. A exaltação do homem como centro do Universo

Mesmo quando não o mencionam explicitamente, os Padres do Concílio tinham em mente os regimes marxistas-leninistas ateus e seu intento era construir uma sociedade sem Deus. Hoje em dia tais regimes caíram na Europa, mas o modelo antropológico subjacente não desapareceu. De fato observamos que se fortaleceu na Europa, - o que pode perfeitamente estender-se a todo o mundo ocidental – o Papa constata ‘... a intenção de fazer prevalecer uma antropologia sem Deus e sem Cristo. Esta forma de pensar levou a considerar o homem como o centro absoluto da realidade, fazendo-o ocupar assim falsamente o lugar de Deus e esquecendo que não é o homem que faz a Deus, mas é Deus quem faz o homem. O esquecimento de Deus conduziu ao abandono do homem, pelo que, não é estranho que neste contexto se tenha aberto um amplíssimo campo para o livre desenvolvimento do niilismo, na filosofia; do relativismo na gnoseologia e na moral; e do pragmatismo e até do hedonismo cínico na configuração da existência diária’ (Ecclesia in Europa, n. 9).

O elemento mais característico da cultura dominante do Ocidente secularizado, é, sem dúvida, a difusão do subjetivismo, uma espécie de ‘profissão de fé’ na subjetividade absoluta do indivíduo que, apresentando-se como humanismo, faz do ‘eu’ a única referência, egoísta e narcisista, e faz do indivíduo único centro de tudo.

Esta exaltação do indivíduo tomado como única referência, e a crise concomitante da autoridade, fazem com que a Igreja não seja aceita como autoridade doutrinal e moral. Em especial, se rechaça sua pretensão de orientar a vida das pessoas em função da doutrina moral, pois ela é percebida domo negação das pessoas em função de uma doutrina moral, pois ela é percebida como negação da liberdade pessoal. Trata-se, ademais, de um debilitamento geral que não afeta só a Igreja, mas também a Magistratura, o Governo, o Legislativo, o Exército e, em geral, as organizações hierarquicamente estruturadas.

A exaltação do ‘eu’ conduz a um relativismo que se estende por tudo: a práxis política do voto nas democracias, por exemplo, conduz amiúdo à concepção segundo a qual uma opinião individual vale o mesmo que outra, de modo que não haveria uma verdade objetiva, nem valores melhores ou piores que outros, nem, muito menos, valores e verdades universalmente válidos para todo homem, em razão de sua natureza, seja qual for sua cultura. (...)”


domingo, 22 de dezembro de 2013

Coritiba presenteia família real brasileira





O Coritiba presenteou na tarde desta sexta-feira (13), o príncipe imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, com a camisa do clube. Vossa Alteza recebeu o manto alviverde, grafado com seu nome e número 2 em menção ao seu trisavô, Dom Pedro II. A entrega ocorreu em meio à sessão solene, realizada na Assembleia legislativa do Paraná, que comemorou o aniversário de 160 anos da Polícia Civil do estado.

A cerimônia instituiu também de maneira oficial a Academia Brasileira de Letras da Polícia Civil do Paraná, da qual o príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança é membro fundador. O diretor de marketing e negócios do Coritiba, Paulo Cesar Verardi, que entregou a camisa do Coritiba à Vossa Alteza, lembrou que o clube tem se notabilizado por se fazer presente em solenidades e apresentações culturais realizadas na cidade.

“Já está virando tradição na cidade de Curitiba, sempre que pessoas ilustres da sociedade brasileira ou de nossa cultura passam por nossa cidade, o Coritiba se faz presente. Hoje não foi diferente, o clube participou de cerimônia comemorativa da polícia e aproveitou para apresentar o Coxa para a família real brasileira, representada por Dom Bertrand de Orleans e Bragança”, disse Verardi.

“Nossa visão é uma relação institucional que dê maior abrangência à marca Coritiba nos cenários nacional e internacional. Com toda certeza todos os coxas-brancas estão orgulhosos com o presente oferecido pelo clube a vossa alteza”, emendou o diretor de marketing e negócios do clube.

Time de estrelas do Coxa

A ação que presenteou a família real brasileira com uma camisa do Coritiba estende ainda mais o relacionamento com os mais diferentes públicos e aproxima o clube de todos os segmentos da sociedade.

O clube já presenteou autoridades e artistas que vieram à capital paranaense com camisas personalizadas, como foi o caso do rei do rock Chuck Berry, da musa Paula Fernandes e do cantor Caetano Veloso, por exemplo.